Quem somos

O Coletivo Militância Antiespecista surge da indignação com a exploração animal, entendida como uma das formas mais profundas e naturalizadas de violência presentes na sociedade.

Entendemos o antiespecismo e o veganismo não apenas como princípios éticos individuais, mas como parte de uma luta coletiva contra um sistema político, econômico e cultural bastante injusto. Esse sistema causa a cegueira que normaliza a exploração de animais não humanos e sustenta a supremacia humana sobre as demais espécies.

Sendo a libertação animal nossa meta, entendemos que o antiespecismo e o veganismo não podem se limitar à vida privada. Para enfrentar os sistemas de poder, propaganda e os grandes interesses econômicos que perpetuam e ampliam a exploração animal, são necessárias: organização coletiva, formação política e estratégias.

Nos organizamos para construir uma militância séria, coletiva e combativa, baseada na conscientização, na formação política, na solidariedade e na defesa de todos os animais.


O que é especismo?

Especismo é um sistema de discriminação e poder que inferioriza animais não humanos e coloca os interesses humanos acima da vida das demais espécies.

Assim como o racismo e o sexismo, o especismo é um preconceito que devemos derrotar.

Esse sistema alimenta o errôneo entendimento de que seres humanos têm o direito de usar, explorar, aprisionar e matar animais para alimentação, entretenimento, trabalho, experimentação, vestuário ou lucro.

O especismo está presente nas leis, na economia, na publicidade, na cultura, na linguagem e na forma como aprendemos a enxergar os animais.

 

Desde cedo somos ensinados a dividir os animais entre aqueles que servem para companhia, aqueles que consumimos e aqueles que consideramos descartáveis ou extermináveis. O especismo faz com que ignoremos, muitas vezes, o óbvio: animais sofrem, sentem dor e medo. Ele nos condiciona a aceitar a violência e a exploração às quais os submetemos diariamente.

No capitalismo, a exploração animal atingiu proporções industriais e monstruosas, transformando incontáveis vidas animais em verdadeiras máquinas de produção, e seus corpos assassinados em mercadorias e commodities.

Em praticamente todos os países do mundo, os seres humanos detém o direito legal (mas nunca moral) de explorar, aprisionar, mutilar e matar animais, submetendo-os a algumas das práticas mais brutais já criadas pela humanidade — como câmaras de gás, confinamento perpétuo, violência desmedida e alimentação forçada — tudo isso para gerar, numa ponta, lucro, mantendo mercados bilionários e, na outra, satisfazer hábitos, conveniências e prazeres humanos. Nesta segunda ponta, muitas vezes, por falta de informação e consciência.


A luta antiespecista

Todos fomos educados dentro de uma cultura especista. Desconstruir isso é um processo que, muitas vezes, só precisa ser iniciado. 

A luta antiespecista começa pela transformação individual, mas não pode parar nela.

Vivemos em um sistema econômico que lucra trilhões com a exploração animal e utiliza propaganda, influência política e poder cultural para normalizar essa violência.

A luta antiespecista busca romper com essa lógica de dominação e afirmar que animais não humanos são indivíduos sencientes e que suas vidas possuem valor próprio.

 

Nossa estratégia

Entendemos que mudanças individuais são importantes, mas insuficientes diante de um sistema econômico estruturado na exploração animal.

Por isso, nossa estratégia combina:

  • conscientização popular;
  • formação política;
  • movimento e propaganda;
  • atuação cultural;
  • pressão institucional;
  • fortalecimento de políticas públicas;
  • defesa de leis de proteção dos direitos animais;
  • denúncia da exploração animal;
  • construção coletiva e organização militante.

Defendemos uma luta antiespecista popular, acessível e politizada, conectada às demais lutas sociais e distante do individualismo, do elitismo e da lógica de consumo como solução isolada.

Nos posicionamos contra todas as formas de opressão e entendemos que a libertação animal está ligada à construção de uma sociedade mais justa, solidária e livre de exploração.

 

Princípios do coletivo

Antiespecismo

Defendemos o fim da exploração animal em todas as suas formas.

Reconhecemos os animais como indivíduos sencientes e rejeitamos sua objetificação como mercadorias, propriedades ou recursos.

 

Compromisso político e social

Além do especismo, combatemos:

  • racismo;
  • patriarcado/ machismo;
  • LGBTfobia;
  • capacitismo;
  • xenofobia;
  • elitismo;
  • fascismo;
  • autoritarismo;
  • exploração econômica e social;
  • capitalismo.

Isso porque atuamos em defesa das múltiplas existências livres de opressão. Não promovemos discursos de ódio, discriminação ou instrumentalização da causa animal para projetos reacionários.

 

Organização coletiva

Valorizamos:

  • solidariedade;
  • cooperação;
  • responsabilidade compartilhada;
  • construção democrática;
  • transparência interna;
  • compromisso com decisões coletivas.

Entendemos que a militância deve ser construída coletivamente e não em torno de individualismos ou projetos pessoais.

 

Militância responsável

Buscamos construir uma atuação política séria, organizada e comprometida.

Esperamos das pessoas integrantes:

  • respeito aos espaços organizativos;
  • responsabilidade com tarefas assumidas;
  • compromisso ético;
  • disposição para estudo e formação política;
  • coerência entre discurso e prática.